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Mais do que uma informação, mais do que um clique

4 jun

Conheça as principais vantagens e desvantagens dos portais para outras mídias.
Além disso, os sites podem ser um veículo alternativo em busca de informação.

Que a internet mudou o mundo em sua forma de como se relacionar, é sabido e estar presente em nosso dia-a-dia, desde ao nos comunicarmos com alguém no Japão, ou até em nosso acesso às transações financeiras sem sair de casa. Mas no caso do jornal online, o que mudou para o leitor?

 

Segundo dados do Ibope Nielsen Online, em pesquisa feita em setembro de 2011, havia no país cerca de 70 milhões de usuários de internet, a tendência é que este número seja maior, pois a rede mundial de computadores não para de crescer a cada ano. E naturalmente o acesso à notícia se tornou cada vez mais procurado. Contudo, com essa tecnologia, de estar tudo e todos conectados simultaneamente, faz do jornal online uma nova forma de informar, sobretudo como reflexão perante as outras mídias (rádio, TV e o impresso).

 

Desde então, o jornal online tem surgido como alternativa de informação. Se compararmos ao jornal impresso, o online oferece várias opções, de acordo com seu público alvo. O jornalista Valmir Storti já trabalhou no jornal impresso e foi um dos fundadores do jornal Lance!, porém o jornalista atualmente escreve para o Greenstyle (http://http://style.greenvana.com/), do portal Greenvana, que é voltado para a sustentabilidade.

– Em site, (eu) edito o Greenstyle (da empresa Greenvana) e o site conta com média de 5.500 acessos, disse o ex-jornalista do Lance!.

 

Já o jornalista e professor da universidade Estácio de Sá, Jorge Antonio Maroun, tem um projeto, fruto de uma parceria entre a universidade e uma empresa privada, para informar as principais notícias da cidade de Friburgo, Rio de Janeiro, além de outras editorias. O portal chama-se “Exitorio” (www.exitorio.com.br/estacionoticias).

– Nossa página chegou a ter no pico 100 mil acessos/mês, mesmo sendo um site jornalístico experimental realizado por alunos, informou Maroun.

 

 

 

 

Pontos positivos e negativos de ser fazer matéria online

 

Assim como qualquer outra mídia, o jornal online tem seus prós e contras, na hora de se produzir um texto. A principal vantagem está na hora de informar, pois como os jornais estão conectados as agências de notícias online, isso traz instantaneidade na hora de informar o leitor, enquanto o impresso é disponibilizado somente no dia seguinte.

– As vantagens são a disponibilidade da informação, o que não acontece com o rádio e a TV, nos quais é preciso estar “conectado” no momento em que a mensagem é transmitida, avalia Storti.

 

Já para Maroun, essa rapidez da informação também pode ser uma desvantagem, e sentida quando ele mesmo migrou da redação impressa para o portal online.

– A principal dificuldade foi à adaptação a maior pressão ainda pela publicação mais rápida, disse o professor da Estácio.

 

Ainda sobre as vantagens e desvantagens do texto pela internet, Valmir Storti ainda aponta que na internet, é possível agregar outras mídias(como fotos e vídeos), além da possibilidade de interagir com o público.

– (É) possível agrupar fotos, infográficos e outros elementos para ajudar na compreensão da notícia.

 

Mas o jornalista do portal sustentável tem suas ponderações com a mídia.
– A desvantagem maior está relacionada à superficialidade da informação e aos riscos envolvidos com a pressão por distribuir antes de outros portais. Há diversos casos de erros cometidos por esse motivo, rechaçou Storti.

 

 

Mais um mercado para jornalistas

 

Com relação à mídia online, uma coisa é unânime, o novo jeito de produzir conteúdo trouxe muitos benefícios à profissão, jornalista. Além de ser mais uma vertente, trouxe a possibilidade de criação de vários empregos, através do surgimento de vários sites, mesmo que este, seja o editor e dono do portal. Outra possibilidade é a interação do jornalista com o público, através de opiniões, caixa de comentários sobre as matérias postadas e entre outros. O que lhe traz reconhecimento e promove seus conteúdos de acordo com seu público seguidor.

Atualmente Valmir Storti, por exemplo, além de seus textos verdes, também possui um blog “Futebol sem Chute” (futebolsemchute.blogspot.com/), que mostra todas as estatísticas de clubes do CampeonatoBrasileiro de futebol, da série A. Além de um hobby, é uma alternativa do jornalista de promover um serviço voltado para quem curte futebol, sobretudo estudioso do esporte. E outra intenção do ex-jornalista do Lance!, é quem sabe vender esse serviço para algum clube brasileiro.

 

 

 

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  • Portal Êxito Rio: O site de Friburgo já teve até 100 mil acessos em um mês (Foto: REPRODUÇÃO)

 

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Greenstyle faz parte do portal verde Greenvana, que conta com média de 5.500 cliques por matéria (Foto: REPRODUÇÃO

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Roger Waters enche Morumbi no primeiro show de ‘The Wall’ em SP

2 abr

 

Ex-Pink Floyd dedicou mais uma vez a apresentação a Jean Charles.
Ele volta ao estádio na terça-feira (3) para o último show da turnê no Brasil.

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 LEGENDA:Ex-líder do Pink Floyd abre o show em São Paulo neste domingo no Morumbi (Foto: Flavio Morais/G1)

No primeiro show em São Paulo da turnê comemorativa dos 30 anos de lançamento do disco “The wall”, Roger Waters apresentou sua obra para um público que demonstrou muito mais reverência do que euforia em pouco mais de duas horas de espetáculo.

Os fãs, que encheram o estádio do Morumbi neste domingo (1º), cantaram “Another Brick in the Wall” e “Comfortably Numb” com entusiasmo. Na maior parte das outras 24 músicas, no entanto, pareciam mais interessados em contemplar cada pedaço dos 424 tijolos do muro que é construído e derrubado no decorrer do show e toma conta do palco.

Os discursos do ex-Pink Floyd, em português, foram exatamente os mesmos lidos em Porto Alegre, no último domingo (25); e no Rio de Janeiro, na quinta-feira (29). São frases como “Gostaria de dedicar este concerto a Jean Charles, sua família e sua luta por verdade e justiça”, em alusão ao brasileiro Jean Charles de Menezes, morto por policiais britânicos em Londres, em 2005, ao ser confundido com um terrorista.

A apresentação começou às 19h45, com 15 minutos de atraso, e tem uma estrutura que faz valer o preço do ingresso. Quando se lembra que a entrada para a pista premium custava impressionantes R$ 900, a afirmação ganha mais força.

Números (o muro tem 137 metros de largura, 11 de altura e 5,5 de profundidade) e infográficos conseguem dar uma prévia do que é a parede erguida no palco, mas com o jogo de luzes, os efeitos sonoros, fogos de artifício, bonecos, animações, projeções e, claro, a obra criada por Waters, tudo parece maior e mais embasbacante.

O clássico álbum duplo lançado em 1979 toma forma no palco graças a esses recursos. Serve como um alento para os que pensam que uma coleção de canções pode ter um conceito, fazer um sentido. E não ser apenas uma espécie de “mixtape” fuleira ou um amontoado de singles somado a sobras de estúdio infinitamente menos inspiradas.

Roger Waters volta a cantar todas as canções de “The Wall”, seguindo a mesma sequência do álbum, em um segundo show no Morumbi, na próxima terça-feira (3).

 

 

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