Archive by Author

O dia a dia do chefe de redação do Portal SRZD

4 jun

Fique por dentro da agitada rotina de Gleriston Rodrigues

Gleriston Rodrigues, chefe de redação do Portal SRZD.

Dono de uma trajetória profissional brilhante, em pouco tempo de carreira, Gleriston Rodrigues, 26 anos, se tornou chefe de redação do Portal de Notícias SRZD. O jornalista que se formou pela Estácio de Sá em 2009, começou a trabalhar com o jornalismo online antes mesmo de se formar. “Comecei estagiando na área desde o início de 2008, quando estava no quinto período da faculdade. Passei pelo IG, onde trabalhei na editoria de esportes e também pelo UOL, fazendo trabalhos em diversas editorias. Logo depois, entrei para a equipe do SRZD como estagiário e em 7 meses fui efetivado ao meu cargo atual”, conta ele.

A vontade de fazer jornalismo começou quando Gleriston ainda estava no ensino médio e passou a fazer parte do grêmio da escola. “As movimentações políticas e o fato de escrever sobre os acontecimentos, além da possibilidade de ajudar as pessoas e mudar o lugar que eu frequentava diariamente, me fizeram escolher essa profissão”.

A rotina do jornalista na redação do portal é bastante agitada. Durante a semana, ele chega por volta das 14h e sai entre 21h e 22h. “Mas isso depende muito dos acontecimentos. No dia da morte do Steve Jobs, por exemplo, eu saí de lá 1h da manhã”, revela. Nos fins de semana, ainda monitora de casa quem está de plantão na redação. Ele é responsável pela produção de pautas, distribuição das tarefas de cada repórter, produção de escalas de trabalho, edição da capa do portal, planejamento de coberturas… O chefe de redação também decide tudo o que será publicado ou não no site.

“Você só não trabalha quando não está na frente de um computador, o tempo inteiro tem notícia”.

O cotidiano é de pressa sempre, a qualquer momento tem trabalho na redação. A apuração tem que ser veloz e precisa.“A velocidade é algo alucinante. Na guerra, pra ficar bem rankeado no Google, quem lançar a notícia primeiro sai na frente. É uma luta para ver quem informa mais rápido e melhor”, afirmaEssa é uma das maiores dificuldades do jornalismo online: informar de maneira rápida, sem perder a qualidade nos textos.

Mas a internet também apresenta suas vantagens. Tudo pode ser lançado imediatamente no site ou no portal, diferente do impresso e da TV. Ela nos permite divulgar somente as primeiras informações na rede e depois ir acrescentando outros dados conforme vão acontecendo ou os repórteres vão apurando. O fato é que não há como fazer um portal de qualidade sem esses temas agregados: velocidade, qualidade e quantidade.

Outra característica interessante no meio online é a possibilidade de interação dos leitores com o portal, por conta do espaço de comentários que é disponibilizado nele. Além disso, há também uma interação do leitor com o jornalista, que costuma ser feita através de e-mail ou telefone. “As pessoas procuram muito os jornalistas pra fazerem denúncias, agradecimentos, sugerir pautas… Mas a maior forma de interação entre leitor e jornalista se dá por meio dos blogs pessoais de cada um”, finaliza Gleriston.

Gleriston (primeiro da esquerda para a direita) na redação do SRZD, junto com a equipe que coordena.

Nota

Roger Waters enche Morumbi no primeiro show de ‘The Wall’ em SP

2 abr

 

02/04/2012 00h16 – Atualizado em 02/04/2012 00h45

 

Roger Waters enche Morumbi no primeiro show de ‘The Wall’ em SP

Ex-Pink Floyd dedicou mais uma vez a apresentação a Jean Charles.
Ele volta ao estádio na terça-feira (3) para o último show da turnê no Brasil

Imagem

Legenda: Ex Líder do Pink Floyd abre o show em São Paulo neste domingo no Morumbi (Foto: Flavio Morais/G1)

No primeiro show em São Paulo da turnê comemorativa dos 30 anos de lançamento do disco “The wall”, Roger Waters apresentou sua obra para um público que demonstrou muito mais reverência do que euforia em pouco mais de duas horas de espetáculo.

Os fãs, que encheram o estádio do Morumbi neste domingo (1º), cantaram “Another Brick in the Wall” e “Comfortably Numb” com entusiasmo. Na maior parte das outras 24 músicas, no entanto, pareciam mais interessados em contemplar cada pedaço dos 424 tijolos do muro que é construído e derrubado no decorrer do show e toma conta do palco.

Os discursos do ex-Pink Floyd, em português, foram exatamente os mesmos lidos em Porto Alegre, no último domingo (25); e no Rio de Janeiro, na quinta-feira (29). São frases como “Gostaria de dedicar este concerto a Jean Charles, sua família e sua luta por verdade e justiça”, em alusão ao brasileiro Jean Charles de Menezes, morto por policiais britânicos em Londres, em 2005, ao ser confundido com um terrorista.

A apresentação começou às 19h45, com 15 minutos de atraso, e tem uma estrutura que faz valer o preço do ingresso. Quando se lembra que a entrada para a pista premium custava impressionantes R$ 900, a afirmação ganha mais força.

Números (o muro tem 137 metros de largura, 11 de altura e 5,5 de profundidade) e infográficos conseguem dar uma prévia do que é a parede erguida no palco, mas com o jogo de luzes, os efeitos sonoros, fogos de artifício, bonecos, animações, projeções e, claro, a obra criada por Waters, tudo parece maior e mais embasbacante.

O clássico álbum duplo lançado em 1979 toma forma no palco graças a esses recursos. Serve como um alento para os que pensam que uma coleção de canções pode ter um conceito, fazer um sentido. E não ser apenas uma espécie de “mixtape” fuleira ou um amontoado de singles somado a sobras de estúdio infinitamente menos inspiradas.

Roger Waters volta a cantar todas as canções de “The Wall”, seguindo a mesma sequência do álbum, em um segundo show no Morumbi, na próxima terça-feira (3).

 

FOTOS DE ROGER WATERS EM SP