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Uma Nova Era No Jornalismo

4 jun

Jornalismo Online e suas características peculiares de uma transformação no jeito de transmitir informação 

        Desde seu nascimento, a imprensa é chamada de “quarto poder” (para além dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário). E isso hoje é cada vez mais forte, com a globalização da informação e com os meios que ela chega ao leitor/ouvinte/público. Parte muito importante desse novo mundo globalizado é o jornalismo online, pois por conta da internet a informação chega até todos mais rápida, com conteúdos de todos os tipos e para todos os gostos. Isso fez com que jornalistas de outras gerações tivessem que se adaptar ao mais novo modelo de jornalismo e os jornalistas que estão em processo de formação, que já vem de uma geração digital, perder um pouco dos trejeitos que os usuários de internet como um todo tem, para se tornarem verdadeiros transmissores de informação.

No site Café com Notícia, você encontrará uma matéria que  fala um pouco sobre o jornalismo online, e como ele veio a mudar a concepção do jornalismo nessa nova Era, que é a digital.

 A preparação para o mercado de trabalho

Hoje as faculdades de jornalismo estão se preparando cada dia mais para receber os alunos com uma gama maior de conhecimento digital a ser transmitido em aula, os novos currículos dos cursos de comunicação social tem, cada vez mais, cadeiras nas áreas relacionadas a internet e seus meios. Para saber mais sobre essa preparação temos como entrevistada a Professora Flávia Rodrigues da faculdade Estácio de Sá, responsável pela disciplina de Multimídia, que nada mais é que uma junção de todas as mídias dentro da online. A jornalista se dedica ao magistério há apenas 2 anos e começou a ter contato com o jornalismo online logo após o término da faculdade, quando na mesma época a internet começava a crescer no país, ela se formou, em 1997, foi quando a faculdade começou a ter um laboratório de informática, assim como a redação em que foi trabalhar, sendo tudo isso ainda muito precário, ela relata como hoje não consegue ver um estudante sair formado de uma faculdade sonhando em trabalhar puramente com o jornalismo impresso, isso não é mais possível, pois com toda essa tecnologia do mundo em que vivemos hoje é extremante necessário saber, senão dominar todas elas. Flávia vem de uma geração chamada  de “geração de migrantes”, pessoas que cresceram num mundo em que não havia celular, e-mail, em que uma linha de telefone fixo custava caríssimo. E com isso ela teve de se adaptar ao mundo virtual, em que tudo é muito rápido e urgente.

Quem nasceu dos anos 1990 em diante já conheceu o mundo de outro jeito. No entanto, os alunos de hoje, que estão com 20 e poucos anos, ainda veem a internet só como entretenimento, como uma ferramenta para se relacionarem. É preciso mostrar que as redes sociais, por exemplo, podem ter uso profissional. E muito poderoso. É esse pulo do gato que é complicado de fazer entender.”

 Para terminar a entrevista a professora fala o que é ser um jornalista midiático: “É saber como conjugar vídeo, áudio, imagens, design gráfico e textos, formatando para o ambiente digital e para o analógico/impresso, se houver. Saber produzir para todas essas áreas ou, pelo menos, escolher uma e ter bagagem suficiente para argumentar tecnicamente com outro profissional que saiba mais que você em outro campo (um fotógrafo, um diagramador ou um repórter cinematográfico, por exemplo). As boas parcerias surgem quando o colega percebe que você está dando uma sugestão não por implicância, mas porque conhece um pouco de enquadramento, profundidade de campo ou quanto uma arte gráfica pode ser pesada para ser enviada por e-mail.” 

Professora Flávia Rodrigues e aluna Roberta Bonfim, (entrevistadas) em aula de multimídia.

A visão do formando sobre o jornalismo online

O jornalismo online está presente hoje em todos os outros seguimentos do jornalismo, e isso é uma característica muito ressaltada, inclusive, na assessoria de imprensa, por isso procuramos saber com alguém que vive ambas as coisas a sua opinião de como se preparar para esse mercado que não está nada fácil. Roberta Bonfim, assessora de imprensa e formanda do curso de jornalismo da faculdade Estácio de Sá, nos conta um pouquinho sobre como é trabalhar em uma assessoria e como é a junção dos elementos do jornalismo online no seu cotidiano.

“Na assessoria usamos muito do jornalismo online, por sabermos que grande parte do nosso publico alvo acessa a rede e a tendência é que esse número cresça cada vez mais. Por outro lado, e talvez por ter um lado mais literário, sofro ainda com a objetividade dos textos que desprezam informações que a meu ver são bastante relevantes. Mas, acredito que seja também através do jornalismo online que muitas questões serão expostas, o que não acontece nas grandes empresas de mídia.”

 Somos da geração digital e com isso convivemos com essas diferentes visões e aspectos que a internet nos proporciona, fazendo assim, “insustentável, quase impossível a comunicação (jornalismo), assim como toda a estrutura social se sustentar como é, sem as ferramentas, possibilidades e variedades de informação que a internet disponibiliza.”  Para finalizar quais são as expectativas da entrevistada ao terminar a faculdade e entrar nesse meio tão competitivo que é o da comunicação: “Penso que o mais difícil seja a entrada no mercado de trabalho e claro que sinto essa dificuldade, não pela formação para pela nova regionalização, já que comecei a trabalhar como jornalista a partir dos estágios e demais possibilidades oferecidas para faculdade (em Fortaleza). Mas é claro que existem expectativas pelo fim desse ciclo, para inicio de outros.”

Três dicas principais para ser um bom profissional no jornalismo on-line

  • Olho vivo para os bons exemplos. Pesquisar e conhecer o que os outros estão fazendo, e como.
  •  Iniciativa. Saber que você pode ter uma ideia que pode dar muito certo e que pode ganhar uma circulação que você não imagina. E que essa visibilidade pode lhe render bons contatos e convites profissionais no futuro, senão um ganha-pão próprio.
  • Estar sempre atento às mudanças. O mundo como você conhece hoje pode não ser o mesmo daqui a cinco anos.
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Roger Waters enche Morumbi no primeiro show de ‘The Wall’ em SP

2 abr

Ex-Pink Floyd dedicou mais uma vez a apresentação a Jean Charles.
Ele volta ao estádio na terça-feira (3) para o último show da turnê no Brasil.

 

Estádio do Morumbi

               Legenda:Roger Waters no estádio do Morumbi, SP.

No primeiro show em São Paulo da turnê comemorativa dos 30 anos de lançamento do disco “The wall”, Roger Waters apresentou sua obra para um público que demonstrou muito mais reverência do que euforia em pouco mais de duas horas de espetáculo.

Os fãs, que encheram o estádio do Morumbi neste domingo (1º), cantaram “Another Brick in the Wall” e “Comfortably Numb” com entusiasmo. Na maior parte das outras 24 músicas, no entanto, pareciam mais interessados em contemplar cada pedaço dos 424 tijolos do muro que é construído e derrubado no decorrer do show e toma conta do palco.

Os discursos do ex-Pink Floyd, em português, foram exatamente os mesmos lidos em Porto Alegre, no último domingo (25); e no Rio de Janeiro, na quinta-feira (29). São frases como “Gostaria de dedicar este concerto a Jean Charles, sua família e sua luta por verdade e justiça”, em alusão ao brasileiro Jean Charles de Menezes, morto por policiais britânicos em Londres, em 2005, ao ser confundido com um terrorista.

A apresentação começou às 19h45, com 15 minutos de atraso, e tem uma estrutura que faz valer o preço do ingresso. Quando se lembra que a entrada para a pista premium custava impressionantes R$ 900, a afirmação ganha mais força.             Legenda: Muro em homenagem a pessoas mortas em conflitos

Números (o muro tem 137 metros de largura, 11 de altura e 5,5 de profundidade) e infográficos conseguem dar uma prévia do que é a parede erguida no palco, mas com o jogo de luzes, os efeitos sonoros, fogos de artifício, bonecos, animações, projeções e, claro, a obra criada por Waters, tudo parece maior e mais embasbacante.

O clássico álbum duplo lançado em 1979 toma forma no palco graças a esses recursos. Serve como um alento para os que pensam que uma coleção de canções pode ter um conceito, fazer um sentido. E não ser apenas uma espécie de “mixtape” fuleira ou um amontoado de singles somado a sobras de estúdio infinitamente menos inspiradas.

Roger Waters volta a cantar todas as canções de “The Wall“, seguindo a mesma sequência do álbum, em um segundo show no Morumbi, na próxima terça-feira (3).

 

Filho de Eike Batista atropela e mata ciclista na BR- 040

19 mar

Thor Batista atinge ajudante de caminhão na noite de sábado, 17.


Mercedes-Benz SLR McLaren prata, placa EIK-0063, destruída após o acidente. Grupo EBX, em nota diz que Thor prestou socorro.

Filho mais velho do empresário Eike Batista, Thor Batista atropelou e matou um ciclista na BR- 040 na noite de sábado, 17. Através de advogados, Thor alega ter prestado o devido socorro a vítima, se encaminhando após o acidente ao posto da Polícia Rodoviária Federal, com um amigo que também estaria no veículo na hora do acidente e um segurança, tanto Thor como o amigo passaram pelo teste do bafômetro.

O caso foi registrado na 61ª Delegacia de Polícia (Xerém) como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Thor foi intimado a depor na próxima quinta-feira (22), a Policia Civil informou que investigará as circunstâncias do atropelamento.

Família da vítima entrará na justiça

Os parentes da vítima, Wanderson Pereira dos Santos, 30 anos, irão a justiça em busca de indenização, por danos morais e materiais. Advogado da família alega que houve irregularidades na pericia após o acidente.  O enterro ocorreu no cemitério de Xerém, nesta tarde de domingo.

Ajudante de caminhão, Wanderson Pereira dos Santos, 30 anos

As duas versões de uma mesma história

Tia de Wanderson, Maria Vicentina Pereira, afirmou que o jovem foi atingido no acostamento. Segundo ela, Wanderson sempre fazia o mesmo percurso para chegar em casa, e não tinha o costume de cruzar a via no ponto do acidente, “Ele foi atropelado de frente.” disse.

Eike Batista defende filho através de twitter. “Infelizmente aconteceu um acidente fatal. Porém, a imprudência não foi de Thor”.

Mundo digital e suas novas compreensões

19 mar

Duas diferentes visões sobre a comunicação fragmentada da web

Um debate recente sobre a nova forma de leitura que surgiu com a internet, e como isso afeta o nosso jeito de pensar e ler hoje. Diferentes autores com suas diversas opiniões sobre o assunto.

 Cada um com suas convicções sobre os prós e contras dessa fragmentação, Nicholas Carr nas primeiras páginas de seu livro “A geração superficial” diz – Eu costumava mergulhar em um livro ou artigo extenso – porém hoje ele alega que não consegue mais manter o foco por muito tempo em um texto grande, que graças à forma não linear que encontramos na web perde a concentração em poucas páginas, porém ele não apoia a ideia inteiramente, pois ele não acredita que ela seja “mais eficiente”. 

Já outro intelectual, o professor Clay Shirky diz – Ninguém lê ‘Guerra e Paz’, é longo demais e não é tão interessante- autor do livro “Lá vem todo mundo: o poder de organizar sem organizações” onde se debruça sobre o aspecto colaborativo da internet. Sua tese é de que a informação picada observada por Carr pode ser vista por outro ângulo: é um dialogo ocorrendo simultaneamente em todo o mundo, onde isso não só conecta as pessoas, como também modifica a sociedade de uma forma profunda. 

Esses debates são travados em livros e blogs, onde vários pensadores se juntam e dão sua opinião sobre o assunto e como essa nova visão de mundo muda o nosso jeito de agir. Como diz o rabino da piada após ouvir os dois lados, ambos têm razão.